sábado, 9 de abril de 2011

SENÃO...





O que diz o espinho quando fura a mão que se direciona à flor?
O que quer a fonte com a insistência de vencer obstáculos até ser envolvida pelo abraço do mar?
O que custa à semente a missão de produzir nova vida?
O que faz alguém sacrificar sua identidade para que os outros se identifiquem?
O que faz um pai sombrear seus sonhos para que a vida seja refletida na realização de seus filhos? E a mãe, que logo após o sacrifício do parto, se reconstitui aconchegando seu recém-nascido?
O que moveu o Criador a nos criar à Sua imagem e semelhança?
O que nos deixa em ruínas quando somos separados de alguém que nos faz bem?
O que diz o último suspiro quando o corpo decide não querer continuar?
O que diz o lamento na hora do aceno de um adeus?
O que diz o abraço na hora do tão esperado encontro?
O que nos revela a ansiosa espera por nossa outra metade?
O que é o ato de misericórdia, de compaixão, de ser solidário ou de dar a mão?
O que é capaz de reerguer alguém depois da decepção?
O que é o vínculo que faz unir dois seres, fiando o destino de duas vidas?
O que é o selo que identifica a renovação de uma vida?
O que é o pôr do sol, a noite de luar, o cancioneiro melodiando sua inspiração?
Ah! O que é o recheio da vida senão o amor?

(Josué Firmino dos Santos)


sexta-feira, 8 de abril de 2011

VALOR DA VIDA HUMANA



A vida do ser humano é o primeiro, o maior e o mais valioso dom,

o mais precioso tesouro que ele recebe gratuitamente,

e ao qual tem direito absoluto e irremovível.

Se não houver vida, não há possibilidades de acesso a qualquer outro dom,

valor, direito, benefício, promoção, ação, valorização, êxito,

ou qualquer outra coisa que o ‘existir e viver’ pudesse oferecer.

Não são necessários argumentos humanitários sociais, ou filosóficos,

ou antropológicos para se reconhecer o valor da vida. Basta pensar

“no valor da nossa própria existência”, no “tesouro de nossa vida”.

Ora, a vida dos outros tem o mesmo valor da nossa. Isto,

desde o primeiro minuto do seu início até ao seu final.

O VALOR DA VIDA!





Os seres humanos não sabem apreciar a vida, a quintessência de Si mesmo que Deus lhes deu.

Alguém dirá: Como? Eu considero a vida como o bem mais precioso.

Ontem à noite, na escuridão, alguém me assaltou na esquina de uma rua,

e me ameaçando me disse: "a bolsa ou a vida!

" Bem, eu lhe dei a bolsa...

Isso é verdade, quando a questão se apresenta assim, escolhe-se a vida.

Porém, em outras ocasiões não se pensa assim. Ela é desperdiçada, aviltada.

É preciso se ver sem saída para compreender:

antes não se estava consciente,

e se desperdiça a própria existência seguindo satisfações

e vantagens que nunca são tão importantes quanto à própria vida.

Para ganhar algum dinheiro, para ter o prazer de pavonear-se,

para conseguir algum sucesso, quantas pessoas são capazes de desperdiçar a sua vida.

Porque não lhes vêm em mente de colocar, na balança interior,

os tesouros da vida que perderam diante do pouco que ganharam?

Pensamento de Aivanhov
www.ippb.org.br

EU APRENDI...




Eu aprendi... ...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi... ...que quando você planeja se nivelar com alguém,

apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi... ...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi... ...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi... ...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi... ...que as oportunidades nunca são perdidas;

alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi...

...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi... ...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi... ...que todos querem viver no topo da montanha,

mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi... ...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

William Shakespeare

UM DIA...



Um dia a maioria de nós irá se separar.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,

as descobertas que fizemos,

dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima,

da angústia, das vésperas de finais de semana,

de finais de ano, enfim...

do companheirismo vivido...

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai pra seu lado,

seja pelo destino, ou por algum desentendimento,

segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...

nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar...

conversar algumas bobagens.

Aí os dias vão passar... meses... anos...

até este contato tornar-se cada vez mais raro.

Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:

Quem são aquelas pessoas?

Diremos que eram nossos amigos.

E... isso vai doer tanto!!!

Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...

nos reuniremos para um último adeus de um amigo.

E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado...

E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:

não deixes que a vida passe em branco,

e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores...

mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

(Vinícius de Moraes)